Meu adeus a contragosto

Juro que nunca tive tamanha dificuldade para começar um texto como estou tendo essa madrugada. Já apaguei e reescrevi diversos inícios e até agora acho que não encontrei nenhuma forma decente para começar a me expressar… Claro que farei uma analogia, eu não perderia a oportunidade de relacionar a dificuldade de organizar meus pensamentos com a minha dificuldade de organizar toda a minha vida, ou parte dela, até porquê a outra parte em questão eu já desisti a tempos.

Já são 4:15 da manhã e eu ainda estou com os pensamentos a todo vapor, como se as coisas que estou planejando essa madrugada inteira fossem se concretizar. Como se eu fosse me alimentar bem, praticar exercícios, colocar todas as leituras da faculdade em dia ou decifrar meus sentimentos bipolares, puft! Até parece.

Se bem que tentar comer direitinho e praticar exercícios não é algo tão impossível assim e a faculdade tem ido bem até então. Mas, vem cá, e quanto aos sentimentos? Como ficam? Acho que é essa a questão chave dessa noite, ou de todas desde a última que estivemos juntos…. Dizer que sou uma pessoa confusa e desorganizada não é nenhuma novidade, mas ultimamente me vejo em estado de calamidade, gritando socorro a qualquer um que esteja disposto a me ajudar a pôr as coisas em ordem.

É, eu já não sei o que devo fazer. Não sei se a minha escolha naquela noite foi a melhor; não sei se eu devia ter ficado e tentado mais; não sei se eu que errei muito; não sei se priorizei o que e quem não deveria; não sei se eu deveria ter ido embora… é, eu realmente não sei… não sei se eu deveria recomeçar ou insistir nisso… a única coisa que sei é que foi amor desde o começo das implicâncias até o adeus que eu não queria ter dito. Que subir naquela moto e pilotar até em casa nunca foi tão doloroso, a chuva daquela madrugada fria caia no mesmo ritmo e intensidade das lágrimas que pelo meu rosto escorriam…  Ah, por que me deixou partir?

A pergunta que eu repito para mim mesma a quase um mês, a pergunta que tem diversas respostas que se contradizem diariamente. Mas, no fundo eu sei por qual motivo me deixou partir. Me deixou ir por conta das inúmeras vezes que engoli palavras que precisam ser ditas, os pequenos detalhes que eu deveria ter comentado, os elogios que eu deveria ter feito, os abraços e beijos que eu deveria ter dado. É, as vezes não dizemos o que sentimos e o outro vai embora sem saber que existiam vários motivos para ficar… eu só queria meu amor, que soubesse que sinto muito por tudo que causei e que também sinto por ter ido embora, mas quero que saiba que eu que antes morria de amores por ti, hoje morro de saudades…

Aline Koga

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