Fases do meu eu

Essa vida é mesmo estranha, me sinto apreensiva diante dela, como se eu fosse a lua e suas fases. Só não queria ter de lidar com todas essas mudanças que me são impostas, queria ter a sorte de saber que seria ele o homem da minha vida, para não ter que dedicar tanto amor, ternura e afeto para alguém que assim como os outros se foram.

Gosto de sentir o doce sabor de estar no controle, mas tenho receio de entrar em contradição e ser eu quem não queira um amor tranquilo e constante. Receio de magoa-lo caso eu desista da ideia de ficar, mas ao mesmo tempo minha vontade é de que esse amor perdure para sempre. É um misto de amar e sofrer, ter ou não ter, perder ou ganhar. Sou assim, gosto de estar presa e livre ao mesmo tempo, gosto que saibam interpretar as minhas fases, pois escondo meus medos atrás dos meus mecanismos de defesa e impeço qualquer forma de sofrimento que possa vir a me destruir. São eles que me protegem e justificam a não reciprocidade às vezes, não sei agir diante das expectativas que eu mesmo projeto nos outros. Não suporto a rotina, mas planejo daqui para frente estar presa a uma contigo, ter uma vida ao seu lado e viver a calmaria. Abandonar tudo que a um tempo sonhei pra mim, porque você é assim, me faz mudar os planos, traçar uma nova rota. Mas e se não der certo, o que farei?

Carrego comigo dúvidas, mas pelo fato de não saber interpretar esse sentimento simplesmente deixo passar, procuro evita-lo pensando ou fazendo outras coisas. Cansei de sofrer muitas vezes pelas minhas paranoias. Mas a culpa de toda essa confusão e de todas essas dúvidas é a maldita distância. Ah se eu pudesse estar ao seu lado, ah se eu pudesse a cada briga ouvir sua voz dizendo que meu sorriso quando brava te encanta. Queria encontrar as respostas, aprender a lidar com esse espaço que existe entre nós dois.

Acredito na intensidade, no “para sempre”, odeio “o talvez”. E é isso que me faz ser dedicada ao extremo, a amar com todas as forças e principalmente a me frustrar ao ver que você não me corresponde à altura. Entendo que cada pessoa passada pela nossa vida deixa uma marca, um aprendizado e com isso mudamos, evoluímos e crescemos. E se você for mais uma dessas marcas, por favor, peço que se vá. Porém creio que seja muito tarde para esse pedido, mas o faço porque não saberei como reagir com a sua provável partida, com o azar de não tê-lo mesmo que nos poucos momentos a nós reservados, ou simplesmente de ter que mudar mais uma vez a rota da minha vida em direção a outro novo amor. Outro que me trará todos esses sofrimentos, questionamentos, dúvidas e insegurança.

Desculpe, mas sou esse misto de emoções a flor da pele, uma frágil menina em busca de respostas, buscas que camuflam a minha inconstância diante dos meus desejos e expectativas. E quanto ao meu questionamento anterior, agora sei o que farei se caso não der certo, seguirei assim com fiz das outras vezes em busca de novas marcas, pois essa sou eu, alguém que mesmo cheia de cicatrizes sempre encontra um novo motivo para amar.

Aline Koga e Stephani Andrade

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3 comentários sobre “Fases do meu eu

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